Instituto Psicologia para os 99%
Psicologia crítica para transformar a sociedade
Conheça a nossa história
O Instituto Psicologia para os 99% surge em 2025 da parceria, do sonho e do compromisso ético-político de dois psicólogos que tiveram suas trajetórias transformadas pelo acesso à educação pública e às políticas de inclusão social. Somos fruto daquilo que defendemos: a crença de que o desenvolvimento humano floresce quando existem condições materiais, sociais e afetivas para que as pessoas possam existir, aprender e se transformar.
Inspirados pelas obras Feminismo para os 99%: Um Manifesto (Arruzza, Fraser e Bhattacharya, 2019) e Manifesto do Partido Comunista (Marx e Engels, 1848), construímos este instituto a partir do incômodo diante da neutralidade que protege o status quo e da indignação frente a práticas formativas e profissionais que ignoram as dimensões de raça, gênero, classe, deficiência e neurodiversidade na constituição da experiência humana.
Nascemos da convicção de que a Psicologia não deve apenas compreender o sofrimento, mas também contribuir para transformar as condições que o produzem.
Somos um manifesto contra uma Psicologia que adoece, rotula e individualiza sofrimentos produzidos por relações históricas de opressão. Rejeitamos práticas que silenciam as desigualdades e encarceram, em diagnósticos e estigmas, aqueles que já foram historicamente violentados.
Nosso compromisso é com a transformação.
Acreditamos no saber construído coletivamente, na formação crítica e em uma clínica que escuta as margens, acolhe a diversidade humana e impulsiona processos de desenvolvimento, emancipação e participação social.



Larissa Gomes
Lari é Psicóloga pela Universidade Estadual do Ceará.Pós-graduada em Transtorno do Espectro Autista pela PUC Minas e Especialista em Clínica Histórico-Cultural pelo LEV Histórico-Cultural.
Atualmente, é pós-graduanda em Neuropsicologia pela PUC Goiás e possui formação em Avaliação Psicológica.
Sua prática é orientada por uma escuta ética, crítica e comprometida com a compreensão das múltiplas dimensões que constituem a experiência humana.
Partindo de uma perspectiva histórico-cultural, compreende que o sofrimento psíquico não pode ser reduzido a características individuais, mas deve ser analisado em sua relação com as condições concretas de vida, as desigualdades sociais e os processos históricos que atravessam a subjetividade.
Seu trabalho articula clínica, pesquisa e formação profissional, buscando construir espaços de acolhimento, reflexão e desenvolvimento humano. Em sua atuação, reconhece os impactos do capitalismo, do machismo, do racismo, do capacitismo e de outras formas de opressão na produção do sofrimento, sem perder de vista a potência transformadora dos sujeitos e das relações sociais.
Acredita em uma Psicologia comprometida com a emancipação humana, com a valorização da diversidade e com a construção de formas mais justas de existir, viver e se relacionar.

Venícius Bernardo
Venícius Bernardo é psicólogo clínico antirracista, professor de Psicologia no Centro Universitário INTA (UNINTA), supervisor clínico, palestrante, mestre em Psicologia e Políticas Públicas (UFC) e doutorando em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC).
Atua no cuidado de adultos a partir de uma prática fundamentada na Análise do Comportamento, articulando rigor científico, sensibilidade clínica e compromisso ético com as demandas singulares de cada pessoa.
Sua atuação é marcada por uma perspectiva antirracista e socialmente comprometida, compreendendo que o sofrimento psíquico é influenciado não apenas pela história individual, mas também pelas contingências sociais, culturais e institucionais que organizam a vida em sociedade.
Nesse sentido, reconhece os impactos das desigualdades raciais, econômicas e políticas na produção do sofrimento e no desenvolvimento humano.
Articulando clínica, ensino, supervisão, pesquisa e formação profissional, dedica-se à construção de práticas psicológicas comprometidas com a promoção de autonomia, qualidade de vida e transformação social.
Conhecimento que transforma a prática e a sociedade
Produzimos formação, pesquisa e materiais que aproximam a psicologia das realidades vividas pela classe trabalhadora, promovendo uma atuação ética, crítica e comprometida com a transformação social.
Formação Crítica
Cursos que fortalecem a capacidade de análise, reflexão e posicionamento ético, ampliando a compreensão dos processos psicológicos em seus contextos históricos, sociais e culturais.
Produção de Conhecimento
Artigos, e-books, cartilhas, pesquisas e materiais educativos que democratizam o acesso ao conhecimento psicológico.
Transformação Social
Uma psicologia comprometida com a justiça social, os direitos humanos, a educação popular e o fortalecimento das práticas coletivas.
Materiais
Baralho Ansiedade Ambiental
Autora: Larissa Gomes Pereira
O Baralho Ansiedade Ambiental é uma ferramenta psicoeducativa criada para auxiliar profissionais da saúde mental na nomeação e na elaboração do sofrimento psíquico relacionado ao colapso ambiental, social e político contemporâneo.
O material é composto por:
1) Baralho terapêutico digital
Um conjunto de 99 cartas em formato digital, que pode ser utilizado em atendimentos online ou como recurso de apoio em contextos clínicos e grupais.
2) Manual teórico-clínico
Um material de leitura que discute o que é a ansiedade ambiental, situando-a no contexto do capitalismo, da crise climática e da precarização da vida. O manual oferece sustentação teórica para compreender esse sofrimento como uma resposta legítima à realidade contemporânea.
3) Glossário conceitual para o profissional
Um glossário desenvolvido para auxiliar na aquisição de linguagem clínica e crítica acerca do tema.
4) Manual passo a passo para impressão
Embora o baralho seja digital, o material inclui um guia detalhado com orientações práticas para quem desejar imprimir as cartas.
Para quem é este baralho?
O Baralho Ansiedade Ambiental foi desenvolvido como uma ferramenta psicoeducativa para estudantes, profissionais da saúde mental, educadores e facilitadores de grupos que buscam recursos para trabalhar a ansiedade ambiental de forma sensível, consciente e transformadora.
Materiais
Livro Digital - Manejo Clínico Antirracista
Autor: Venícius Bernardo do Nascimento
A formação em Psicologia frequentemente silencia sobre como o racismo estrutura o sofrimento psíquico. Este silêncio, longe de ser neutralidade, reproduz violências e limita o potencial transformador da clínica. O e-book "Manejo Clínico Antirracista" surge como uma resposta a essa lacuna, oferecendo a psicólogos e estudantes um fundamento teórico e prático para uma atuação consciente e antirracista.
Este material é um convite à reflexão crítica e à mudança concreta. Ele guia o profissional em uma jornada que parte da compreensão do racismo como estrutura histórica e social, passa pelos seus profundos impactos na saúde mental da população negra e chega às estratégias específicas para o manejo clínico dessas demandas no setting terapêutico.
O que você encontrará:
Módulo 1: Racismo e seus Desdobramentos: Uma análise conceitual e histórica do racismo brasileiro, examinando sua funcionalidade no capitalismo e seus reflexos no mercado de trabalho, na educação e na própria Psicologia.
Módulo 2: Os Efeitos do Racismo na Saúde Mental: Uma exploração aprofundada de como a violência racial é internalizada, afetando a autoimagem, a autoestima e gerando condições como o estresse antecipatório. Inclui uma discussão detalhada sobre o racismo internalizado.
Módulo 3: Manejo no Consultório: Diretrizes práticas para o psicoterapeuta, incluindo o desenvolvimento do letramento racial, a construção de um vínculo terapêutico racializado, a abordagem explícita e sensível do racismo e a psicoeducação como ferramenta de empoderamento.
Para quem é este e-book?
Destina-se a profissionais de psicologia que almejam uma prática ética e informada, a estudantes de Psicologia que preocupa-se com uma formação crítica e a supervisores interessados em incorporar a justiça racial em seus processos formativos.
Materiais
Caderno diário
Autor: Venícius Bernardo do Nascimento
Se você trabalha com Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), provavelmente já sentiu falta de algum material que auxiliasse o seu paciente a manter-se conectado ao processo entre uma sessão e outra. O momento da sessão é apenas uma pequena parcela da vida e da rotina do seu paciente, e para que de fato se torne terapêutico, ele precisa colocar em prática suas questões cotidianamente.
Foi pensando nisso que esse diário foi criado. Um material para o paciente preencher em casa, sempre que possível, registrando como reagiu diante de pensamentos e sentimentos difíceis, e se as ações do dia estiveram (ou não) alinhadas com o que ele diz que valoriza.
O que você encontra nele?
O caderno abre com uma bússola de valores, dividida em 8 áreas da vida (família, relacionamento, amizades, trabalho, saúde, crescimento pessoal, lazer, comunidade). Depois vêm 30 páginas de registro diário - cada uma pede pra o paciente nomear a emoção do dia, descrever o pensamento ou sentimento difícil que apareceu, marcar se evitou ou deu espaço pra isso, e registrar o que fez (ou deixou de fazer) na direção dos próprios valores. Tem também um espaço fixo em cada dia pra anotar o que quer trazer pra sessão. A cada 7 dias entra uma revisão semanal, pra puxar padrões que não aparecem no dia isolado. E no fim tem um fechamento, pra o paciente perceber o quanto caminhou.
Dá pra usar como parte de um protocolo estruturado, como tarefa pontual em fases específicas do tratamento, ou como oferta extra pro paciente que gosta de escrever. Funciona bem também em grupos terapêuticos ou supervisão, como material didático. Pensado pra quem já trabalha com ACT e quer um jeito prático de levar isso pro dia a dia do paciente, mas serve também pra quem tá começando a estudar a abordagem.
Vale lembrar: o diário é apenas um material de apoio pensado pra somar ao seu trabalho.
Estudos Publicados
Saúde do trabalhador na Clínica Histórico-Cultural: uma discussão psicossocial sobre a NR-1
Você sabia que 30% dos afastamentos do trabalho são por transtornos mentais? Este artigo analisa a relação entre o sofrimento psíquico e as condições de trabalho na sociedade capitalista. Entenda como a psicologia pode atuar na prevenção e no acolhimento desses trabalhadores.
A crise estrutural do capital no Brasil: racismo, necropolítica e a guerra às drogas
A guerra às drogas não combate o tráfico, mas criminaliza a pobreza e naturaliza a morte de jovens periféricos. Descubra como o racismo estrutural e a necropolítica operam para manter as desigualdades raciais e econômicas no Brasil.
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